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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Viagem de fim de ano

No passado dia 6 e 7 e junho... um grupo de 55 alegres alunos da Academia Sénior da Sertã, iniciaram mais uma das fantásticas viagens ... desta vez para comemorar o encerramento de mais um ano lectivo.

Com a colaboração do professor Soares que orientou a nossa visita, como tem sido habitual, visitamos algumas das vilas históricas do interior centro.

E assim iniciamos viagem... uns dormitavam...
outro tiravam fotos...

Lá chegamos à 1ª Vila Histórica a visitar 
Idanha-a-nova

Foi uma importante cidade romana, fundada no século I. Durante os séculos III e IV, a ameaça das invasões bárbaras obrigou os egitâneos a pensar na estratégia militar a aplicar na urbanização.
                No século VI, integrou-se no reino suevo e adotou-se o nome de “EGITANIA” e criou-se o estatuto de sede de diocese, em 534 o que na estruturação e organização territorial e eclesiástica da Monarquia motivou a edificação de uma Basílica. Catorze anos mais tarde passa para o reino visigótico tendo sido construído o paço episcopal, a basílica transformada em Sé Catedral e a cunhagem de moeda própria (trientes) em ouro.
                Em 713, com a invasão dos árabes foi-lhe dada outra designação: Exitania ou Antanya. Durante este domínio a Sé Catedral passa a servir de Mesquita. A região assimila a cultura islâmica sendo o adufe um exemplo disso.
                A partir do século XI, a cidade entrou em declínio e em 1114, completamente devastada e deserta, D. Teresa doou-a D. Egas Gosendiz, a fim de iniciar o processo de repovoamento. Foi reconquistada em 1169 por D. Afonso Henriques. O mestre Templário Gualdim Pais foi encarregado de montar uma estratégia militar para conservar este local. A partir de 1169, construiu o primeiro morro que veio a chamar-se Monsanto e o segundo num lugar que passou a chamar-se de Idanha-a-Velha.
                A terra de Idanha torna-se mais apetecível. Em 1190-1195, nova ofensiva islâmica e só no século XIII, em 1229, no reinado de D. Sancho II, se torna definitivamente cristã.
                Foi-lhe renovada a carta de foral (o primeiro foi promulgado por D. Sancho I) mas apesar das tentativas de fazer regressar a vida da Idanha a outros tempos nada resultou. Por fim, no século XVI, no reinado de D. Manuel I foi-lhe renovado o foral e mandado alçar o pelourinho para sinalizar a sua importância e prestígio.
                Depois de romanos, visigodos, mouros e Templários, chegou a vez dos “senhores da terra”. A família Marrocos era considerada a maior e mais poderosa da região. Graças a esta família preservaram-se muitos vestígios arqueológicos e foi criado um Museu Lapidar com o espólio encontrado nos seus domínios.


                Está classificada como Aldeia Histórica desde 1994.












Continuamos a nossa viagem, com paragem em Sortelha

            Derivada da palavra “Sortija” ou “Sortela”. A existência de um castro e de uma via romana testemunham a passagem de povos. Por desejo do rei D. Sancho I, o lugar foi povoado e fortificado, sob o antigo castro, a partir de 1181, originando assim a aldeia de Sortelha.
            Dadas as circunstâncias naturais e a sua importante localização estratégica-militar, Sortelha foi integrada na primeira linha de defesa fronteiriça com o reino de Leão.
            D. Sancho II mandou reconstruir o castelo e concedeu-lhe o seu primeiro foral em 1228.
            D. Dinis conferiu uma dinâmica à nova vila, aproveitando para renovar o foral.
            D. Manuel I devolveu-lhe a sua importância com a restauração do castelo, a promulgação de um novo foral (1510) e a edificação do pelourinho.
            Após a restauração da independência Sortelha foi alvo de reestruturação.
            No século XIX, com as Invasões Francesas, Sortelha viveu alguns momentos de aflição.
            Está classificada como Aldeia Histórica desde 1994


















 O beijo na Cabeça do Velho
 


e o beijo Eterno....

depois de tantos beijos... vamos almoçar...




depois da barriguinha cheia... de volta à estrada a caminho de 
Belmonte

            Terá começado com dois castros lusitanos (um na Serra de Nª.Sª. da Estrela e outro na atual vila de Belmonte).
            Com a entrega do foral em 1199 reforçou a sua importância Após o Tratado de Alcanizes (1297), Belmonte foi diminuindo a sua importância defensiva.
            Belmonte foi vítima constante de invasões como as Guerras Fernandinas, a crise de 1383-1385 e a restauração da Independência portuguesa. A sua recuperação só começa no século XIV/XV, com a chegada do primeiro alcaide, pertencente à família Cabral.
            Além de estar associada à figura de Pedro Álvares Cabral, Belmonte também conhecida como a “terra dos judeus”.
            Pensa-se que, durante o processo de Reconquista, já existiam duas comunidades em volta do Castelo de Belmonte: uma cristã e outra judaica.
            Em 1492, verificou-se um novo crescimento com a chegada de judeus expulsos pelos reis católicos de Espanha. Embora houvesse tolerância religiosa, D. Manuel I alterou a sua política, decretando o Édito de 1496. Teve como consequência direta a conversão dos judeus em cristãos novos, para não serem expulsos do reino. A fim de conferir o cumprimento da lei, foi o Tribunal da Santa Sé, em 1536.
            Apesar de a Inquisição ter sido extinta em 1821, só no início do século XX se tornou conhecida a existência desta comunidade, revelada por Samuel Schwarz.
            Em Abril de 2005, foi criado o 1º Museu Judaico do país.
            Está classificada como Aldeia Histórica desde 2003.




em Belmonte tínhamos que homenagear Pedro Alvares Cabral, um homem nascido em terras de Belmonte... que descobriu as terras alem mar...


 Visitamos o Museu do Judaico












e não podíamos passar sem visitar o Museu dos Descobrimentos..






mas o que mais interessante visitamos ... foi a sinagoga 








Continuamos a nossa descoberta pela aldeia históricas até 
 Trancoso
         Há quem considere os Túrdulos como seus fundadores. Por volta de 405 chegam os godos atribuindo-lhe o nome de ”Troncoso”, por ser rica em floresta, ou seja, em troncos.
            Dada a sua posição geo-estratégica, motivou a que os árabes a conquistassem em 1711.
            Entre 811 e 1160, ocorreram, pelo menos nove batalhas para reaver Trancoso dos mouros.
            Em 1038, Fernando. O Magno, reconquista a fortaleza mandando povoá-la de cristãos mas só em 1093, a província de Trancoso se integrou no Condado Portucalense.
            Em 1160, com a vitória decisiva de D. Afonso Henriques os muçulmanos abandonaram definitivamente Trancoso e concede-lhe o primeiro foral. Mas os espanhóis sentem interesse pela região e foram travadas a Batalha da Penhadeira (1187) e a Batalha de Trancoso ou S. Marcos (1385).
            Em 1306, D. Dinis confirma a Carta de Foral, estabelece uma nova feira mensal de três dias e escolhe-a para a celebração das suas bodas reais, com D. Isabel de Aragão, em 1282.
            Na crise de 1383-1385, inicia-se uma época conturbada para Trancoso.
            Em 1530, após renovar a Carta de Foral, D. Manuel I, eleva Trancoso a Ducado.
         Um sapateiro de seu nome Gonçalo Anes Bandarra (1500-1556) deu que falar com a sua obra intitulada “Trovas”. A Igreja desaprova as suas premonições acabando por ser condenado pela Inquisição.
            No início do ´século XIX, Trancoso volta a ser alvo de agitação com as Guerras Peninsulares. Findas as guerras, a estratégia militar deixa de fazer sentido e Trancoso regressa à sua principal atividade económica: o comércio.

            Classificada de Aldeia Histórica em 2003 é elevada a cidade em 2004.