No passado dia 6 e 7 e junho... um grupo de 55 alegres alunos da Academia Sénior da Sertã, iniciaram mais uma das fantásticas viagens ... desta vez para comemorar o encerramento de mais um ano lectivo.
Com a colaboração do professor Soares que orientou a nossa visita, como tem sido habitual, visitamos algumas das vilas históricas do interior centro.
E assim iniciamos viagem... uns dormitavam...
outro tiravam fotos...
Lá chegamos à 1ª Vila Histórica a visitar
Idanha-a-nova
Foi uma
importante cidade romana, fundada no século I. Durante os séculos III e IV, a
ameaça das invasões bárbaras obrigou os egitâneos a pensar na estratégia
militar a aplicar na urbanização.
No século VI, integrou-se no
reino suevo e adotou-se o nome de “EGITANIA” e criou-se o estatuto de sede de
diocese, em 534 o que na estruturação e organização territorial e eclesiástica
da Monarquia motivou a edificação de uma Basílica.
Catorze anos mais tarde passa para o reino visigótico tendo sido construído o paço episcopal, a basílica
transformada em Sé Catedral e a cunhagem de moeda própria (trientes) em ouro.
Em 713, com a invasão dos árabes
foi-lhe dada outra designação: Exitania
ou Antanya. Durante este domínio a Sé Catedral passa a servir de Mesquita. A região assimila a cultura
islâmica sendo o adufe um exemplo
disso.
A partir do século XI, a cidade
entrou em declínio e em 1114, completamente devastada e deserta, D. Teresa
doou-a D. Egas Gosendiz, a fim de iniciar o processo de repovoamento. Foi
reconquistada em 1169 por D. Afonso Henriques. O mestre Templário Gualdim Pais foi encarregado de montar uma estratégia
militar para conservar este local. A partir de 1169, construiu o primeiro morro
que veio a chamar-se Monsanto e o
segundo num lugar que passou a chamar-se de Idanha-a-Velha.
A terra de Idanha torna-se mais
apetecível. Em 1190-1195, nova ofensiva islâmica e só no século XIII, em 1229,
no reinado de D. Sancho II, se torna definitivamente cristã.
Foi-lhe renovada a carta de foral
(o primeiro foi promulgado por D. Sancho I) mas apesar das tentativas de fazer
regressar a vida da Idanha a outros tempos nada resultou. Por fim, no século
XVI, no reinado de D. Manuel I foi-lhe renovado o foral e mandado alçar o
pelourinho para sinalizar a sua importância e prestígio.
Depois de romanos, visigodos,
mouros e Templários, chegou a vez dos “senhores da terra”. A família Marrocos era
considerada a maior e mais poderosa da região. Graças a esta família
preservaram-se muitos vestígios arqueológicos e foi criado um Museu Lapidar com o espólio encontrado
nos seus domínios.
Está classificada como Aldeia
Histórica desde 1994.
Continuamos a nossa viagem, com paragem em Sortelha
Derivada da palavra “Sortija” ou “Sortela”. A existência de um castro e de uma via romana
testemunham a passagem de povos. Por desejo do rei D. Sancho I, o lugar foi povoado e fortificado, sob o antigo
castro, a partir de 1181, originando assim a aldeia de Sortelha.
Dadas as circunstâncias naturais e a
sua importante localização estratégica-militar, Sortelha foi integrada na primeira linha de defesa fronteiriça com
o reino de Leão.
D.
Sancho II mandou reconstruir o castelo e concedeu-lhe o seu primeiro foral
em 1228.
D.
Dinis conferiu uma dinâmica à nova vila, aproveitando para renovar o foral.
D.
Manuel I devolveu-lhe a sua importância com a restauração do castelo, a
promulgação de um novo foral (1510) e a edificação do pelourinho.
Após a restauração da independência
Sortelha foi alvo de reestruturação.
No século XIX, com as Invasões
Francesas, Sortelha viveu alguns momentos de aflição.
Está classificada como Aldeia
Histórica desde 1994
O beijo na Cabeça do Velho
e o beijo Eterno....
depois de tantos beijos... vamos almoçar...
depois da barriguinha cheia... de volta à estrada a caminho de
Belmonte
Com a entrega do foral em 1199
reforçou a sua importância Após o Tratado de Alcanizes (1297), Belmonte foi
diminuindo a sua importância defensiva.
Belmonte foi vítima constante de
invasões como as Guerras Fernandinas, a crise de 1383-1385 e a restauração da
Independência portuguesa. A sua recuperação só começa no século XIV/XV, com a
chegada do primeiro alcaide, pertencente à família Cabral.
Além de estar associada à figura de
Pedro Álvares Cabral, Belmonte também conhecida como a “terra dos judeus”.
Pensa-se que, durante o processo de
Reconquista, já existiam duas
comunidades em volta do Castelo de Belmonte: uma cristã e outra judaica.
Em 1492, verificou-se um novo
crescimento com a chegada de judeus expulsos pelos reis católicos de Espanha.
Embora houvesse tolerância religiosa, D. Manuel I alterou a sua política,
decretando o Édito de 1496. Teve
como consequência direta a conversão dos judeus em cristãos novos, para não
serem expulsos do reino. A fim de conferir o cumprimento da lei, foi o Tribunal da Santa Sé, em 1536.
Apesar de a Inquisição ter sido
extinta em 1821, só no início do século XX se tornou conhecida a existência
desta comunidade, revelada por Samuel
Schwarz.
Em Abril de 2005, foi criado o 1º
Museu Judaico do país.
Está classificada como Aldeia
Histórica desde 2003.
em Belmonte tínhamos que homenagear Pedro Alvares Cabral, um homem nascido em terras de Belmonte... que descobriu as terras alem mar...
Visitamos o Museu do Judaico
e não podíamos passar sem visitar o Museu dos Descobrimentos..
mas o que mais interessante visitamos ... foi a sinagoga
Continuamos a nossa descoberta pela aldeia históricas até
Trancoso
Dada a sua posição geo-estratégica,
motivou a que os árabes a
conquistassem em 1711.
Entre 811 e 1160, ocorreram, pelo
menos nove batalhas para reaver Trancoso dos mouros.
Em 1038, Fernando. O Magno,
reconquista a fortaleza mandando povoá-la de
cristãos mas só em 1093, a província de Trancoso se integrou no Condado
Portucalense.
Em 1160, com a vitória decisiva de
D. Afonso Henriques os muçulmanos abandonaram definitivamente Trancoso e
concede-lhe o primeiro foral. Mas os espanhóis sentem interesse pela região e
foram travadas a Batalha da Penhadeira (1187) e a Batalha de Trancoso ou S.
Marcos (1385).
Em 1306, D. Dinis confirma a Carta
de Foral, estabelece uma nova feira mensal de três dias e escolhe-a para a
celebração das suas bodas reais, com D. Isabel de Aragão, em 1282.
Na crise de 1383-1385, inicia-se uma
época conturbada para Trancoso.
Em 1530, após renovar a Carta de
Foral, D. Manuel I, eleva Trancoso a Ducado.
Um
sapateiro de seu nome Gonçalo Anes Bandarra (1500-1556) deu que falar com a sua
obra intitulada “Trovas”. A Igreja desaprova as suas premonições acabando por
ser condenado pela Inquisição.
No início
do ´século XIX, Trancoso volta a ser alvo de agitação com as Guerras Peninsulares. Findas as
guerras, a estratégia militar deixa de fazer sentido e Trancoso regressa à sua
principal atividade económica: o comércio.
Classificada de Aldeia Histórica em
2003 é elevada a cidade em 2004.